Ciranda




Um novo encontro. Duas pessoas despidas de pudores.buscando prazer. Em noites frias corações isolados corpos em ebulição, olhos, bocas, mãos… As palavras simplesmente somem, como um texto esquecidos, nesta hora somos verdadeiros, Nesta somos emoção. Hora que os dois corpos se tornam um único corpo, um corpo de desejo, volúpia. Porque meu corpo é desejo teu,teu corpo desejo meu.Sem conceitos,sem regras,apenas prazer...


Malica



Nunca falava nada.apenas com um riscado de sorriso nos lábios.não era moça.não era velha.vivia de pequenos sins.era incapaz de falar não.por nunca se expressa ia aos poucos sumindo.era cinza com um riscado de sorriso amarelo.pela manhã era ilusão.na tarde era desilusão e a noite se tornava solidão.com tantos sins,um dia não amanheceu.

Eclipse




A noite era sombria, em sua toca apenas se recolhia. Não dormia, tinha medo. Eles poderiam voltar. Na manhã nada dizia invisível vivia a estranha figura que a via no luto da noite a esquecia na luz do dia. Sentia dor, fome, frio. Sorrisos, esta coisa estranha que algumas pessoas emitiam de onde vinha aquela expressão? Sabia chorar, chorara durante varias noites, vários dias, vários meses, vários anos.
Na penúria em que vivia, não tinha escapatória, pois não sabia sonhar. Sempre ouvia falar que um dia alguém vinha ajudar, este dia nunca existia.
Quando finalmente aprendeu a falar, dizia: Uma esmolinha pelo amor de Deus!
Mais que deus, que deus era esse, meu Deus, não sabia. Apenas repetia o que ouvia durante todo o tempo. Quando aprendeu a andar, começou a caminhar cada passo, era uma aventura, cada aventura se tornava mais amargo, mais duro, já não sabia chorar, no lugar das lagrimas desesperada de uma criança, apareceu o sorriso malicioso de um adulto, não tinha mais medo, sabia lutar, um dia corto o pescoço do bicho papão, neste dia aprendeu a sorrir. Sabia que por apenas um segundo tinha se tornando herói,depois disso correu,e nunca mais ninguém o viu.

Jorrar


Em uma janela no alto a sua torre via a vida passar. Na pequena vila pensavam que eram uma feiticeira, um anjo decaído, uma fada doentia. Vários títulos para a mesma pessoa frágil de passos pequenos e grandes atitudes. Sonhava em construir um mundo cor-de-rosa, de tanto imaginar viu apenas o trem passar. Queria viajar, sair da torre. As amarras eram difíceis de soltar. Um dia resolveu pular da torre. Pulou...
Um salto livre para o infinito.